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Estás a treinar demasiado? O teu anel já sabe

6 MIN DE LEITURA · VITRA HEALTH

A maioria das lesões por uso excessivo não vem de uma única sessão dura. Vem de um salto rápido: uma semana calma seguida de uma grande, antes de o teu corpo ter acompanhado. A boa notícia: esse salto é mensurável, e o teu anel já tem os dados para o apanhar.

O risco não é o esforço, é a subida

A ciência do desporto tem um nome para isto: o rácio entre carga aguda e crónica. Em termos simples, compara o que fizeste esta semana (a tua carga aguda) com o que costumas fazer no último mês (a tua carga crónica, a base a que o teu corpo se adaptou). Uma semana perto da tua base é sustentável. Uma semana que dispara bem acima dela é onde o risco de lesão e doença sobe — mesmo que nenhum treino tenha parecido extremo.

O mesmo rácio apanha também o problema oposto. Fica muito tempo bem abaixo da tua base e estás a destreinar — a perder a forma que te custou construir. O ponto ideal é uma carga que empurra a tua base para cima aos poucos, não uma que a ultrapassa de salto.

Porque é que só a tua própria base importa

Um objetivo genérico de minutos semanais não te diz se esta semana é muito para ti. Quarenta minutos de cardio intenso são uma semana de recuperação para uns e um recorde pessoal para outros. Um equilíbrio de carga de treino lê-se face ao teu próprio histórico de quatro semanas, por isso «depressa demais» significa depressa demais face àquilo a que o teu corpo está adaptado agora — não face a um desconhecido na internet.

A outra metade: recuperaste mesmo?

A carga diz-te o que pediste ao teu corpo. Não te diz se o teu corpo o absorveu. É aí que entra a VFC noturna. Depois de um dia mesmo duro, a tua variabilidade da frequência cardíaca costuma descer nessa noite — um sinal normal de que o teu sistema nervoso está a trabalhar na reparação. O que importa é a rapidez com que volta a subir. Um ressalto pronto significa que aguentaste a carga. Uma VFC que fica baixa durante dias é o teu corpo a dizer-te que o buraco é mais fundo do que o treino parecia.

Lidos em conjunto, estes dois sinais respondem à pergunta que um registo de treinos não consegue: não só «quanto fiz?», mas «estou a ganhar forma ou a cavar um buraco?».

O que fazer com isto

Não precisas de perseguir um número todos os dias. O hábito útil é uma olhadela semanal: a carga desta semana está perto da minha base ou dispara acima dela, e a minha VFC ressalta como costuma? Se a carga saltou e o ressalto está lento, é a semana para acrescentar um dia leve — não mais um duro. Se ambas parecem calmas, tens margem para apertar.

É exatamente isto que faz a nova vista de Recuperação do Vitra: equilibra a carga de treino desta semana face à tua própria base de quatro semanas, acompanha os teus minutos leves em zona 2 face à recomendação, e mostra quanto a tua VFC desce depois dos dias duros e com que rapidez recupera — tudo calculado na tua própria máquina, a partir dos dados de treino que o teu anel já regista.

Perguntas frequentes

O que é a relação entre carga aguda e crónica?
Compara o que fizeste esta semana (carga aguda) com o teu último mês típico (carga crónica, a base a que o teu corpo se adaptou). Uma semana perto da tua base é sustentável; uma que dispara muito acima é onde o risco de lesão e doença sobe.
Como é que a VFC mostra se recuperei do treino?
Depois de um dia realmente duro a tua VFC noturna costuma descer e depois subir. Um ressalto rápido significa que absorveste a carga; uma VFC que continua reprimida durante dias significa que o buraco é mais fundo do que o treino parecia.
Como sei se estou a treinar demais?
Dá uma vista de olhos semanal: a carga desta semana está perto da tua base de quatro semanas ou a disparar acima, e a tua VFC está a recuperar como de costume? Se a carga saltou e o ressalto é lento, acrescenta um dia leve em vez de outro duro.
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